domingo, 18 de setembro de 2011

Lamento do Flamenco

São palavras, são histórias
São contos...
Sem fadas, sem vilões
sem xerifes, sem ladrões.

Apenas o som, a onda do tom
Desenha, alinha, contorna
Preenche, dá vida, deforma

Um zumbido, um gemido, um desejo
Aproxima, emociona, o medo
Não se cansa de sonhar
Nunca pára de andar, amar

É terno, tão puro quanto a água
Tão frágil como a pedra,
Mas é forte porque não despedaça.

Cresce, amadurece, enobrece
Não esquece o que acontece
Reclama, mas clama
Toda essa chama
Que chega, pega, se apega
Balança, na dança
Sorria, na harmonia, alegria
Nos menores, melancolia
Ousadia!

Das mãos, pés, delicadeza
Das palmas, dedos, batidas
O conjunto, a beleza, leveza.
Pureza.

Na expressão, mensagem
Na cultura, passagem
Na paciência, aprendizagem
No lamento, Flamenco.


Heryck Almeida Santos
16/07/2011

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